terça-feira, 16 de junho de 2009

Uma ida ao shopping

Sairam de casa felicissimos. Dirigiram-se á paragem da camioneta que chegava dentro de minutos:

- Ufa, chegamos mesmo mesmo a tempo! - disse Martim

- Pois foi! Temos mesmo sorte (risos)

* O autocarro chegava e eles entravam lá dentro, Proxima Paragem: Vila Shopping

Apos uns 15 minutos de autocarro chegaram á vila. Haviam imensos turistas, a tirarem fotografias ao pé de tudo o que era estatuas e monumentos ou ate a comprarem bogigangas em tudo o que era sitio. Matilde adorava ver assim tanta gente, fazia lembrar Lisboa.

- Sabes, estar aqui tanta gente faz me lembrar Lisboa. - Propos Matilde em tema de conversa

- A serio? Eu sempre vivi aqui, nunca fui a Lisboa. - Martim

- Devias ir, aquilo é muito giro. Tem várias coisas antigas, tem sempre montes de gente pelas ruas, se quiseres mais logo passas por casa da tia Gi e eu mostro te fotografias de lá e passamos o serão a jogar ou a ver um filme, ia adorar! Vens? - Convidou Matilde.

- Oh, nao quero incomodar.. - Disse Martim que foi prontamente interrompido

- Mas nao incomodas, vem lá por favor, sou eu que estou a pedir, assim até nos ficamos a conhecer melhor! Entao, alinhas? - Disse Mat sorrindo

- Com esse sorrisinho nem te consigo dizer que nao.. Está bem eu vou, convenceste me - disse Martim dando lhe um beijo na testa.



Juntos a passearem pela vila, parecia que se conheciam á anos. Uma cumplicidade tamanha que nao se explicava.



- Mostra me um pouco da vila e depois almoçamos no shopping, que me dizes?

- Tu mandass mat!



Percorreram a vila de lés a lés. Matilde adorou. Seguiram para o shopping.



- Martim, que me dizes de irmos á pasta comer? apetece me umas massas..

-Claro Matilde estás á vontade, hoje, tu mandas em mim - e sorriu inocentemente.

Durante o almoço, varias conversas surgiram. Contaram um pouco da sua vida um ao outro, mas mesmo assim continuavam eternos desconhecidos. Mesmo sendo desconhecidos, havia uma quimica que os juntava, como os polos negativos e positivos, que rapidamente se atraem um pelo outro. Sim, talvez sentissem apenas uma atraçao um pelo outro, ou talvez ainda pudesse tornar-se mais do que isso. Matilde tinha medo, medo que o amor se apoderasse dela, e a magoa-se como sempre fez. Podiam acha-la uma medricas, com medo de sentir o amor puro, com medo de chorar, com medo de arriscar uma felicidade gigante. Ela nao se importava. Há muito que tinha conseguido manter se com a sua liberdade, onde fazia aquilo que mais queria, que mais gostava, e assim, nao pensava nos amores e desamores que a rodeavam. É verdade, existiam sempre algumas pequenas paixoes pelo meio, e mesmo com a sua beleza, havia sempre algo que estava em discordancia. A verdade, era que nao era preciso ser-se bonita, nem haver algo mais forte e chamativo para arranjar um verdadeiro amor, e apesar da beleza exterior, matilde era igualmente bonita e séria por fora, e por dentro. Era isso que a tornava especial aos olhos de Martim, que exercia sobre ela um enorme fascinio. Martim, era o rapaz de sonhos de matilde, preenchia-lhe todos os requisitos necessarios e era tão, tão especial para ela, que o via sempre com outros olhos.
Já martim, era semelhantemente parecido com matilde. Tinha sofrido algumas desilusoes, mas abria sempre uma nova porta ao amor. Ao ver matilde ficou paralisado, senti as pernas tremer, a voz falhar lhe a barriga a borboletear. Era tudo tao estranho para ele, era algo que ele nunca tinha sentido, mas gostava de o sentir. A beleza exterior e interior tambem lhe pertenciam, eram almas (quase) gémeas, e eles sabiam. Gostavam do que sentiam um pelo outro, fascinava-os o facto de serem plenos desconhecidos e preencherem-se mutuamente, mas nenhum dos dois tomava a decisao de falarem sobre esse assunto. A vergonha era a principal razao, e talvez, tambem o medo que um dos dois nao sentisse o mesmo.
O almoço decorreu com normalidade, e terminado o mesmo decidiram ir ao cinema.

Mat: entao martim, que filme queres ver?
Mar: nao sei matilde, escolhe tu, estás á vontade!
Mat: mas eu tambem nao sei, isto assim é complicado
Martim e Matilde (em unissono): E se vissemos o crepusculo? - deparando com a engraçada situaçao deram enormes gargalhadas.

Mat: somos mesmo parvos, agora até telepatia temos.
Mar: podes crer, somos grandes!

Rumaram ao cinema onde permaneceram durante um par de horas.
Na hora de ir embora, ainda houve tempo para comprarem uns doces para se entreterem na viagem, enquanto iam contando episodios engraçados um ao outro. Chegaram á praia muito contentes com uma alegria contagiante. Tinha sido um dia enormissimo e o sorriso que ambos traziam no rosto, era prova que tinham gostado. Martim acompanhou Matilde a casa e ao chegar lá, a tia perguntou lhe se ele gostaria de ficar para jantar, Martim agradeçeu e perguntou se poderia ir a casa tomar um duche, e que rapidamente voltaria. Pedido aceite, martim, acompanhado de matilde foi até á porta.

Mat: Nao te demores - disse com um brilho pouco comum no olhar.
Mar: Nao te preocupes princesa - piscou o olho e saiu.

Matilde ficou paralisada por momentos, de seguida fechou a porta e sorriu, puramente. Um bom pressentimento ocupava-lhe a cabeça. O que seria?

that day

Matilde tinha quase que ignorado Martim. Era estranho ele ter sentido o mesmo que ela, e resolveu fugir ao assunto.

No dia seguinte, acordou cedo com o sol a entrar lhe pela janela. Preguiçosa e com os olhos ainda a pesar, levantou se e dirigiu se á varanda. Sentou se numa cadeirinha de palha que lá se encontrava e inspirou forte o cheiro do mar. Depois de levar com tanto sol sentia-se preparada para ir tomar um banho demorado e de seguida tomar o pequeno almoço. Levantou-se, e de seguida deu uma olhada rápida no areal. Martim estava lá. Deitado á beira mar com uns calçoes de banho cor de rosa. Ele nao a viu. Matilde sorriu e entrou pra dentro de casa, e foi calmamente preparar o seu banho. Correu para a banheira e ficou lá cerca de meia hora. Ao terminar o mesmo dirigiu se para a cozinha onde preparou cereais e foi para a sala sentar se no sofá a ver televisao. Estava a dar a sua séria favorita e resolveu logo aninhar-se ali e ficar a ver. Pouco lhe importava se já tinha visto aquele episodio umas mil vezes, ela adorava a adrenalina que transmitiam.
- Era tão bom encontrar aqui um grupo.. Só tenho o Martim e digamos que nao é agradavel passar o tempo todo com ele.. - subitamente foi interrompida pelo soar da campainha.
Ao abrir a porta apareceu Martim, com uma flor na mao.
- Olá Matilde, desculpa se te acordei ou se venho incomodar-te, mas queria dar um passeio contigo! Que me dizes irmos ao Shopping da vila? - Nao exitou!
- Oh Martim que optimo, mas é claro que vou! Deixa me só ir buscar a minha mala e o resto das coisas que é para já. - Subiu as escadas numa velocidade tremenda. Saiu á pressa e deixou um papel á tia para nao a preocupar. Ia ser um grande e diferente dia.